3/6/07
Chávez e a RCTV.

EUA revogaram 141 concessões de TV e rádio; ninguém reclamou !
“A Administração Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês), um órgão do governo dos Estados Unidos, fechou 141 concessionárias de rádio e TV entre 1934 e 1987. Em 40 desses casos, a FCC nem esperou que acabasse o prazo da concessão. Os dados foram levantados por Ernesto Carmona, presidente do Colégio de Jornalistas do Chile, no artigo intitulado “Salvador Allende se revolve em sua tumba: senadores socialistas comparam Chávez a Pinochet””.
A matéria é do Portal Vermelho.
www.vermelho.org.br/base.asp?texto=19090
Mas quando Chávez não renova a concessão da RCTV a grande mídia logo começa a gritar. Esquecem que a grande mídia venezuelana é extremamente golpista, como mostra a própria BBC de Londres no excelente documentário “A revolução não será televisionada”.
A Globo no Brasil e a Televisa no México podem começar a se preocupar. Vai que essa moda pega…
Também vale a pena dar uma olhada na matéria da Carta Capital: Nem estado nem mercado.
www.cartacapital.com.br/2007/06/nem-estado-nem-mercado
criado por theorodri
18:48 — Arquivado em: 

Como ousa Chavez falar mal do nosso congresso! Aquele dos 300 picaretas! E o senado, em que o presidente está envolvido em um escandalo! Oh, nosso querido congresso, cujos parlamentares usufruem de concessões mil de rádios e televisões “públicas” pelo Brasil a fora, tornando nossa mídia um verdadeiro exemplo de democracia.
Para o bem ou para o mal, Chavez tem muito mais o meu respeito do que essa instituição burocrática corrupta fechada em seus próprios interesses, com a exceção de uma minoria ativa, porém constantemente engolida pelo jogo. Que presidente ou governador brasileiro teria a coragem de mudar a constituição, convocar uma nova eleição e passar por vários referendos em que, apesar da polarização, é constantemente aprovado? A DEMocracia que muitos aqui defendem, ou parecem pelo não se questionar, é a das campanhas milionárias, do corporativismo congressista e da pequena política?
A tentativa de transformação social empreendida na Venezuela e na Bolívia, para além da apatia reinante no modelo político brasileito, tem muitos erros, mas também acertos, avanços democráticos, enfim, tem política e não apenas um jogo de cartas marcadas em instituições semifalidas.
O discurso da direita brasileira é esse mesmo, como disse antonio negri: quando se quer cobrar democracia, se fala da venezuela; quando se quer louvar sucesso econômico, se fala da china. Não é elegante olhar para o próprio umbigo e se questionar do quase monopólio da globo, ou dos canais e rádios controlados por congressistas e seus familiares, é muito mais legal e cômodo vociferar senso comum do país vizinho que aos trancos e barrancos vive um processo político profundo. Atitude reacionária de congressistas, que talvez temam por suas próprias concessões, e da elite brasileira histérica, solidaria da irmã venezuelana no resgate das novelas, comerciais da sociedade de consumo e desenhos animados passando na hora de um golpe de estado.
Comentário por alessandro biazzi — 3 de junho de 2007 @ 21:10