Fato Social

A sociedade e o mundo da política para quem quer sair da caverna.

31/5/07

Assistência estudantil

     

      A falta de assistência estudantil (alimentação, transporte, livros etc.) é sem dúvida alguma uma das maiores causas da evasão universitária. Muitos estudantes não conseguem concluir seus cursos por falta de políticas públicas de assistência estudantil.

      Nesta quarta-feira (30/05), após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto para reivindicar do governo R$ 200 milhões por ano para assistência de estudantes pobres das universidades federais, o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta, anunciou que os estudantes realizarão uma série de ocupações a prédios de reitorias de universidades públicas na quarta-feira (06/06). Será o  "Dia Nacional de Mobilização nas Universidades Públicas".

         A princípio, essas ocupações não devem passar de um dia, ao contrário do que ocorre na Universidade de São Paulo, onde estudantes ocupam há 28 dias o prédio da reitoria.

 

criado por theorodri    14:57 — Arquivado em: Sem categoria

27/5/07

Estante virtual

Existe algo melhor do que ler um bom livro? Existe país no mundo aonde o preço de um livro seja tão caro como no Brasil ? Para quem é fã de um bom sebo, recomendo que visitem o sítio www.estantevirtual.com.br

Lá vocês encontrarão o acervo de centenas de sebos, com o valor de cada livro. É uma boa pedida para quem procura livros raros ou com preço em conta.

 

criado por theorodri    2:44 — Arquivado em: Sem categoria

20/5/07

A questão do aborto

       A recente visita do Papa ao Brasil provocou um bom debate que muitas vezes fica esquecido no mundo da política: a questão do aborto. Há de se dar méritos ao atual ministro da saúde José Gomes Temporão, responsável por levantar o debate. Há também de se lamentar a forma como a igreja vem mantendo o debate, com falsas acusações.

       Hoje todos sabemos que as filhas da zona sul do Rio de Janeiro, quando têm uma gravidez inesperada, possuem 2 opções: ter o filho, pois possui dinheiro para sustentá-lo; ou fazer o aborto em uma boa clínica. Infelizmente isso não pode ser dito das meninas de famílias pobres que muitas vezes não têm condições de sustentar um filho inesperado nem de pagar uma boa clínica. Conseqüência? Fazem aborto em lugares sem as mínimas condições de saúde, pondo em riso a própria vida.

        Como bem colocou Temporão, a questão do aborto é uma questão de saúde pública. O aborto já é a 3ª. causa de morte materna no país. Que seja feito o debate e que a sociedade se convença de que o sistema único de saúde deve assumir essa responsabilidade.

criado por theorodri    22:39 — Arquivado em: Sem categoria

17/5/07

O que a DS quer ?

       O início de 2007 nos ofereceu uma nova perspectiva política com um movimento de desvirtuação do foco de alianças prioritárias com o processo de hegemonismo do PT dentro das forças partidárias progressistas tendo como gota d´água a eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da câmara dos deputados. Este movimento levou à formação do Bloco de Esquerda (PSB - PCdoB – PDT), que teve como candidato à reeleição da presidência da câmara o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) como contraponto à hegemonia do PT entre as forças de esquerda. Ao mesmo tempo, o PT teve no PMDB seu aliado prioritário indicando sua guinada ao centro do espectro político.    

        Este movimento de distanciamento também ocorre na CUT (que possui direção majoritária do PT), aonde a Corrente Sindical Classista (CSC), ligada ao PCdoB, cobra cada vez mais transparência, democracia interna e independência do governo. Dentro do PT, as correntes minoritárias dizem que tudo isso é culpa do campo majoritário, norteado pela corrente Articulação do senhor José Dirceu.

       Estará sendo realizado em São Paulo o III Congresso Nacional do PT de 31 de agosto à 02 de setembro. Neste Congresso a corrente minoritária Democracia Socialista (DS) em parceria com o ministro da justiça Tarso Genro pretende apresentar uma tese que traga o partido de volta para a luta pelo socialismo. Mas há dúvidas no meio político de que o PT possa mudar. Em primeiro lugar será muito difícil que esta tese (de Genro e da DS) tenha maior força que a tese conservadora do campo majoritário de Dirceu. Em segundo lugar, nada garante que caso esta tese seja vencedora, ela será levada adiante. O medo é o de que seja apenas uma tática para se criar uma nova hegemonia dentro do partido, mas com as mesmas velhas táticas de manutenção de poder.

       Já na UNE, apesar de ainda ser mantido no plano nacional um bom relacionamento, nos estados e nas universidades a situação não é essa. No último Encontro Nacional da Juventude da DS foi aprovada em sua resolução 21ª. que:

“A conjuntura política do período recente, nos aproxima do PC do B (direção majoritária na UNE) o que, combinado com o nosso amadurecimento enquanto corrente no ME, fez com que tivéssemos uma verdadeira inserção na vida da entidade, aprovando resoluções e representando a UNE em diferentes espaços, como é o caso da CMS, bem como construindo uma intervenção real no movimento a partir das nossas Diretorias, como no caso de Mulheres e GLBT”.(…) “Isso sem falar que nós somos uma corrente minoritária no movimento estudantil”.

        Mas, se de um lado a DS admite em suas resoluções que é minoritária e que cresceu nos espaços de debate graças ao apoio dado pelo PCdoB, por outro lado essa mesma DS age de forma desleal com o PCdoB e outras forças políticas nas universidades e nos estados, rompendo alianças e realizando processos eleitorais sem transparência e diálogo com o movimento estudantil.

        A DS gosta de repetir aos quatro ventos o lema “por uma nova cultura política”. Mas ao que tudo indica o que ela quer mesmo é protagonizar uma nova hegemonia política, seja no PT, seja na CUT, seja na UNE, seja no Governo Federal do mesmo modo que a Articulação faz atualmente, sem abrir espaço para outros campos da esquerda. Esse é o PT e essa é a sua dialética.

criado por theorodri    19:02 — Arquivado em: Sem categoria

12/5/07

França na contramão da América Latina.

     Enquanto a América Latina passa por um período de transformação social, através de novos modelos de desenvolvimento que surgem em contraposição ao neoliberalismo implantado no continente durante a década de 90, a França mais uma vez elege um presidente de direita.

      Enquanto a América Latina elege Lula no Brasil, Kirchner na Argentina, Evo Morales na Bolívia, Hugo Chavez na Venezuela, Michele Bachelet no Chile, Rafael Correa no Equador entre outros, a França elegeu no último dia 6 o direitista Nicolas Sarkozy da UMP (União por um Movimento Popular) com 53% dos votos.

     Há de se dizer que essa eleição teve o mérito de reafirmar as posições ideológicas, provar para todos que mais do que nunca a distinção entre direita e esquerda ainda não acabou e que o conflito trabalho/capital está mais vivo do que nunca. Mas também serviu para mostrar que a França, país que sempre foi palco de grandes manifestações sociais (Revolução Francesa, Comuna de Paris, Maio de 68) , dá uma guinada cada vez maior para a direita. Se Jacques Chirac, que governou o país de 1995 à 2007, já era um presidente que tinha clara sua postura de defesa do Capital, Sarkozy se apresenta de forma muito mais assustadora ao afirmar orgulhosamente que “está a direita de Chirac”.

criado por theorodri    0:09 — Arquivado em: Sem categoria

9/5/07

Pra divertir !!

Bar ruim é lindo, bicho!
De Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins.
Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda,adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
"Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins, que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha.
Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma ali mesmo.
Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse.
O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó.
Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico.
E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo. Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos:os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae.
Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil! Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo,saca?).
-Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

criado por theorodri    16:52 — Arquivado em: Sem categoria
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