Fato Social

A sociedade e o mundo da política para quem quer sair da caverna.

12/4/09

O Fato Social Entra Em Nova Fase !

Aos amigos que desde 2007 vem acompanhando o Blog Fato Social informo que a partir de hoje, nosso Blog, nossos artigos e matérias estarão em outra trincheira.

A partir de hoje nossa guerrilha midiática se transfere para o Blog Fatos Sociais

http://fatossociais.blogspot.com/

Lá, teremos novas possibilidades, como a postagem de vídeos e de outras ferramentas que auxiliarão em nosso trabalho de mostrar as notícias do dia a dia sob um outro olhar.

Nos vemos no Blog Fatos Sociais !!!!!

criado por theorodri    15:49 — Arquivado em: Sem categoria

Remoção de favelas: política pública de habitação ou política pública de estética

Matéria de capa do jornal O Globo de hoje (12.05.2009) traz de volta a remoção de favelas como política pública de readequação das moradias populares. A manchete com letras garrafais afirma que “Paes diz que remoção de favelas não pode ser tabu”.

De fato, a questão não pode ser tratada como tabu, na medida em que pode ser eficiente política pública de melhoria da habitação daqueles moradores que muitas vezes construíram suas casas em áreas de riscos, casos dos desabamentos em dias de chuva. Claro que isso precisa ser tratado com bom senso, com o consenso dos moradores ali alojados. Mas não é esse o ponto. O que incomoda na matéria é a forma como a questão foi tratada. Ainda na capa do jornal o texto afirma que,

“A partir dos anos 80, a expressão remoção de favelas passou a ser estigmatizada como uma prática autoritária do passado. De acordo com Liana Rosemberg, professora da Faculdade de Educação da UERJ e especialista em urbanismo, o lado positivo das remoções foi esquecido. Sem elas, a Lagoa, por exemplo, poderia ter se transformado num grande complexo de favelas. Projeções indicam que o entorno da Lagoa teria hoje cerca de cem mil pessoas em favelas”.

Na página 15 do mesmo jornal, o título da matéria afirma que “Remoções salvaram a Lagoa: Cartão postal do Rio poderia ter sido transformado em complexo de favelas com pelo menos 96 mil moradores”.

Ou seja, uma política pública que poderia ser utilizada como forma de se garantir melhores formas de habitação para aqueles moradores que mais precisam, na verdade é enaltecida por sua eficácia estética. Não à toa, hoje, 40 anos após as remoções, a Lagoa possui o 5º. maior Índice de Desenvolvimento Humano dentre os bairros do Rio de Janeiro (0,959), enquanto a Cidade de Deus (0,751), para onde as famílias foram removidas, possui a 113º. posição no ranking do IDH, um dos piores do município segundo dados do IBGE no ano de 2000.

Não restam dúvidas de que as remoções, ao menos as defendidas pelo jornal O Globo, servem à um único interesse: segregar a cidade, removendo a parcela mais pauperizada da população para áreas afastadas do centro econômico da cidade, garantindo assim a tranqüilidade dos moradores da zona sul, notoriamente a parcela mais rica do Rio de Janeiro.

criado por theorodri    13:39 — Arquivado em: Sem categoria

A Tragédia de Áquila e o Feitiço de Áquila

Uma terrível tragédia chocou o mundo na última semana. Um terremoto atingiu a cidade de Áquila, no centro da Itália. Segundo informações do governo, mais de 200 pessoas morreram e milhares estão desabrigadas. Este foi o pior terremoto registrado no país nos últimos 10 anos.

Para quem não se lembra, a cidade de Áquila foi cenário de dois maravilhosos filmes rodados na década de 80 e que merecem ser vistos por todos que gostam de cinema. O primeiro deles, “O Feitiço de Áquila” (1985) conta a história de um casal que é vítima da maldição de um Bispo de Áquila. O casal permanece sempre junto, mas graças à maldição, nunca podem se encontrar. Durante a noite, ela (Michelle Pfeiffer) se transforma num falcão e durante o dia, ele (Rutger Hauer) se torna um lobo. Para quebrar a maldição, o casal conta com a ajuda de um prisioneiro (Matthew Broderick) que havia fugido da cidade de Áquila. O filme possui a direção de Richard Donner.

Já o segundo filme, “O Nome da Rosa” (1986) é baseado em livro de Umberto Eco. O filme trata da história ocorrida no ano de 1327 num Mosteiro Beneditino Italiano.


No filme, um monge (Sean Connery) e um noviço (Christian Slater) são designados para investigar vários crimes que ocorrem no mosteiro. O filme, com seu suspense do início ao fim, mostra a razão de Umbeto Eco ser um escritor conhecido mundialmente.

criado por theorodri    0:25 — Arquivado em: Sem categoria

6/4/09

Sobre a crise e bruxos

Por Theófilo Rodrigues

“O Socialismo acabou !” – Pichação na Alemanha em 1989, após a queda do Muro.

“É o fim do capitalismo !” - Pichação na Inglaterra, em 2009, após a demissão de 5.000 trabalhadores.

As duas epígrafes supracitadas são exemplos de como análises conjunturais que não se baseiam nas condições objetivas da estrutura social podem ser perigosas. Tais análises, baseadas no plano ideal, em detrimento da perspectiva real, podem gerar equívocos capazes de retroceder em anos a acumulação de força dos agentes sociais.

Há 20 anos atrás, quando caía o Muro de Berlin, previsões apressadas de bruxos que se dizem analistas políticos, afirmavam que o conflito trabalho/capital havia terminado. Um desses bruxos, o estadunidense Francis Fukuyama, chegou mesmo a afirmar que havíamos alcançado o “Fim da História”, com a democracia burguesa sendo o modelo político que a partir de então vigoraria para sempre, por sua suposta “estabilidade” (1).

Hoje, 20 anos mais tarde, observamos que não só a luta dos trabalhadores por uma sociedade aonde os meios de produção sejam socializados não acabou – vide o caso da China que se fortalece a cada ano e a erupção de movimentos sociais que através do sufrágio tomam o poder na América Latina – como o muro que parece querer desabar é o de Wall Street com a recente crise econômica.

Infelizmente, não é privilégio apenas do campo conservador a existência de bruxos que prevêem o futuro descolados das condições objetivas da sociedade. Infelizmente, a leitura equivocada de alguns companheiros da esquerda pode nos encaminhar para um rumo que traga apenas retrocesso para o processo de acumulação de forças do campo progressista. Acreditar que a recente crise econômica requer a ruptura imediata com as instituições para que a revolução aconteça é sinal de uma enorme miopia política (2).

Como nos ensina o professor Luis Fernandes “uma referência teórica importante para elucidar essa questão pode ser encontrada na introdução escrita por Engels há pouco mais de um século (em 1895) para o livro As Lutas de Classes na França de 1848 a 1850, de Marx. Ali, refletindo sobre as novas condições políticas criadas para o movimento socialista alemão com a extensão do sufrágio, ele argumenta que os trabalhadores deveriam explorar até o seu limite a legalidade democrática nos marcos do Estado burguês, de forma a lançar sobre a própria reação junker/ burguesa o ônus político da ruptura da sua própria legalidade” (3).

Conforme o método marxiano sistematizou, a compreensão do concreto, como a revolução, requer uma conjunção de diversos fatores que não podem ser considerados isoladamente. Entre tantos fatores, três em especial merecem ser citados como fatores essenciais para a possibilidade da transformação social, ou da revolução: o alto grau de desenvolvimento das forças produtivas, das relações sociais de produção e da consciência de classe (4).

Como é notório, este grau de desenvolvimento ainda não foi alcançado no Brasil, se levarmos em consideração os resquícios pré-capitalistas que ainda encontramos nas relações sociais de produção – vide os mais diversos casos de trabalho escravo descobertos pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego. As forças produtivas também ainda possuem muito que avançar, haja visto a distância que nos encontramos da automação. Já a consciência de classe, advinda da contradição entre os dois fatores supracitados também encontra obstáculos, como as truncadas mensagens cotidianas dos meios de comunicação hegemônicos que geram confusão e conseqüentemente a falta de unidade política da classe trabalhadora, por exemplo (5).

Afirmar a crise como fim do capitalismo é de uma infantilidade ou equívoco sem tamanho. Afirmar o fim do Consenso de Washington seria mais prudente. Processo este que já se desenhava desde as recentes eleições de países da América Latina que deram como resposta ao processo neoliberal da década de 90 a eleição de governos populares que colocaram o estado como agente central do desenvolvimento. A recente crise é apenas o coroamento do fim do neoliberalismo. O que não quer dizer fim do capitalismo.

Ao campo progressista cabe ousadia para continuar avançando dentro dos marcos legais e institucionais, com progressiva acumulação de força rumo à hegemonia, capaz de jogar o campo conservador na defensiva golpista e impopular, como nos aconselhou Engels.

Notas:

(1) - FUKUYAMA, Francis. O fim da história e o último homem. Rio de Janeiro: Rocco, 1992.

(2) - O cientista político Fernando Lattman Weltman afirma em seu artigo “A hora do Oculista” publicado no jornal O Globo de 14/07/2005 que o termo miopia política “equivale a manter um foco restrito a interesses imediatos, ou de curto prazo, e em que somente variáveis próximas e visíveis são relevantes”.

(3) - FERNANDES, Luis M. R. . Marxismo, Política e Emancipação. In: Princípios, São Paulo, n. 54, p. 48-52, 1999.

(4) - MARX, Karl. Para a Crítica da Economia Política. In: Os Pensadores. São Paulo, Editora Nova Cultural, 1999.

(5) - A recente Jornada Nacional de Lutas Unificada, que teve como alvo central a crise econômica é um grande passo rumo à unidade da classe trabalhadora, mas ainda é apenas o início de um possível processo nesta direção.

Theófilo Rodrigues, bacharel em ciências sociais pela PUC-Rio, Coordenador do Coletivo Universitário da UJS-RJ.

criado por theorodri    13:00 — Arquivado em: Sem categoria

8/2/09

Estado moderno, monopólio legítimo da violência e choque de ordem: o governo Paes mostra sua cara.

O filósofo inglês John Locke, fiel representante do liberalismo, se coloca para o pensamento político moderno como um dos primeiros refutadores do absolutismo. Como sustentação de seu pensamento, a idéia de que é preciso garantir a existência de um governo, ou estado, que garanta a liberdade e a preservação da propriedade privada, direitos naturais do homem para Locke (1).
Essas são as bases em que se coloca a formação do estado moderno. A defesa intransigente da propriedade privada. Contudo, se esta é uma característica do estado moderno, a defesa da propriedade privada, podemos encontrar com a ajuda do intelectual alemão Max Weber uma característica mais geral a respeito do estado, qual seja, “o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território” (2).
Conclui-se que o papel do estado moderno, ou seja, o papel do estado dentro dos marcos do capitalismo é proteger ou garantir a propriedade privada através do monopólio do uso legítimo da violência. Mas todos os estados, ou todos os governos, são iguais, possuem as mesmas características? Atrevo-me a afirmar que não. A essência é a mesma, na medida em que estes estados estão baseados e influenciados por estruturas econômicas alicerçadas na acumulação do capital através da obtenção da mais valia, o grande segredo do capitalismo (3). Agora, o grau de intensidade com que o monopólio legítimo da violência é utilizado para garantir esta acumulação do capital pode variar de governo para governo, de acordo com a correlação de forças presente em cada estado, em cada contexto social.
Podemos citar, por exemplo, o ocorrido em 2007, quando mais de 60 famílias da Via Campesina ocuparam a fazenda da multinacional suíça Syngenta Seeds em Santa Tereza do Oeste, no Paraná. Apesar de a justiça ter determinado que o estado retirasse as famílias da propriedade, o governador Roberto Requião se recusou a cumprir a decisão judicial, tendo sido inclusive obrigado a pagar multa diária de cerca de R$ 2.000,00. Desta forma, o governador se colocou ao lado dos trabalhadores rurais e contra o manejo do uso legítimo da violência para a defesa da propriedade privada. O mesmo pode ser dito da governadora Ana Júlia Carepa, do Pará, que se recusou a retirar os militantes do MST que no mesmo ano de 2007 ocuparam uma estrada de ferro administrada pela Companhia Vale do Rio Doce, durante o chamado “abril vermelho”.
Nos dois casos, graças à ação dos governantes, o grau de intensidade com que o estado se manifestou em defesa da propriedade privada foi reduzido. Destarte, podemos considerar estes governantes como progressistas. O que não faz com que a essência do estado seja outra que não a de todos os estados modernos.
Por outro lado, podemos observar outra forma de se utilizar o estado, bem diferente dos casos supracitados. A gestão do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, já se inicia demonstrando logo na primeira semana de mandato qual o papel que a prefeitura deve cumprir: a manutenção da ordem. Leia-se manutenção da ordem como caça aos trabalhadores do mercado informal, apreensão de suas mercadorias e demolição de casas sem licença, em geral localizadas em favelas, como é o caso de Rio das Pedras, além do recolhimento de moradores de ruas.
À primeira vista, a secretaria municipal de ordem pública, responsável por essas ações de choque de ordem, tem conseguido angariar a simpatia da mídia carioca, como atesta as capas dos principais jornais de circulação entre a “classe média” e a “classe média-alta” (4). No entanto, esses jornais escondem o corte de classe presente nessas ações.
Não há como esconder que quem possui moradia irregular em Rio das Pedras é quem não possui dinheiro para se regularizar. Não há como esconder que quem possui trabalho informal, não o faz por opção, mas sim, pois não há vagas no trabalho formal. Não há como esconder que quem mora na rua apenas o faz, pois não possui outra opção. As ações tomadas pela secretaria municipal de ordem pública se dirigem exclusivamente à classe mais pauperizada de nossa população e não à classe detentora da propriedade privada. Outras ações poderiam ser tomadas como a criação e formalização de empregos e a criação e regularização de moradias populares. Mas não é isso o que vemos na pauta do dia da prefeitura do Rio de Janeiro. Não à toa podemos classificar o prefeito Eduardo Paes no campo conservador.

Notas:

(1) Ver LOCKE, John. Segundo Tratado Sobre o Governo. São Paulo, Editora Martin Claret, 2003.

(2) Ver WEBER, Max. A política como vocação. In: Ensaios de Sociologia. Rio de Janeiro, LTC, 2002.

(3) Ver MARX, Karl. Salário, preço e lucro. São Paulo, Global editora, 1980.

(4) Emprego os termos “classe média” e “classe média-alta” por representarem conceitos utilizados pelo senso comum, apesar de serem inexatos, na medida em que não representam classes sociais, mas sim categorias sociais. Como bem lembra Lukacs em História e Consciência de Classe, “a divisão da sociedade em classes deve ser definida, no espírito do marxismo, pelo lugar que elas ocupam no processo de produção”.

Theófilo Rodrigues – Estudante de Ciências Sociais da PUC-Rio, Diretor de Comunicação da UEE-RJ, membro da Direção Estadual da UJS-RJ e Coordenador do Coletivo Universitário da UJS-RJ.

criado por theorodri    12:51 — Arquivado em: Sem categoria

13/12/08

Em que espelho ficou perdida a minha face?

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

Cecília Meireles

 

No dia 10 de dezembro tive a prazerosa oportunidade de assistir a excelente peça "Em que espelho ficou perdida a minha face? " dos estudantes de Produção Cultural do Pólo Universitário de Rio das Ostras (PURO) da UFF.

 

A peça, que possui direção assinada pelo professor Gilberto Gouma, "questiona o tênue limite entre "normais" e "loucos" numa ácida crítica à psiquiatria e à repressão social".

 

Destaque para a linda atriz Livia Campos que dá um show em seu primeiro espetáculo. Não há como não mencionar a atuação de Bárbara Saboya e Marcelo Ginú que garantem a segurança e estabilidade de toda a peça. Devem ser lembradas também as dramáticas imagens captadas por Luciana Amato e Vitor Collatino.

 

Valeu a pena visitar Macaé e Rio das Ostras. Tanto pela peça, quanto pela apaixonante companhia.

 

Para quem não conhece, segue abaixo a letra de Clarisse, música da Legião Urbana que inspira o texto da peça.

Clarisse
Composição: Renato Russo

Estou cansado de ser vilipendiado.incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos,das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel,não se mexe,não se move.
Não trabalha
E clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto,seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor,o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende,não me olhe assim
Com este semblante de bom samaritano
Cumprindo o seu dever,como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente,ou inexistente
Nada existe pra mim,não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança é o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros,seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo resistir
E vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem quatorze anos

criado por theorodri    15:36 — Arquivado em: Sem categoria

28/9/08

Apenas o Fim

Na noite desta última quinta-feira, 25 de setembro, iniciou o Festival do Rio 2008. A abertura se deu no tradicional cinema Odeon, com o filme Última Parada 174, de Bruno Barreto, filme, aliás, que representará o Brasil no Oscar.

O Festival, que irá até o dia 9 de outubro, neste ano traz uma surpresa: a apresentação de um longa metragem totalmente produzido por estudantes da PUC-Rio. Apenas o fim conta com Gregório Duvivier e Érika Mader e tem o roteiro e a direção assinados por Matheus Souza, 19 anos, estudante do quinto período de cinema da PUC.

Apenas o fim conta a história de um casal de namorados, vivido por Érika e Gregório, que está prestes a terminar sua relação. Na trilha sonora do longa está presente a música “Pois é”, cedida por Marcelo Camelo, dos Los Hermanos. Vale lembrar que a banda também nasceu na PUC-Rio…

Não deixem de assistir!!!! Está dada a dica !!!

 

Assista o Trailer de Apenas o Fim em:

http://br.youtube.com/watch?v=Mmi7uBuLFfU&feature=related

Apenas o Fim estará em cartaz nos seguintes dias:

Domingo - 05/10/2008 Odeon Petrobras 20:15:00 hs OD056

Segunda - 06/10/2008 Odeon Petrobras 13:15:00 hs OD059

Terça - 07/10/2008 Est Vivo Gávea 3 15:40:00 hs GV352

Terça - 07/10/2008 Est Vivo Gávea 3 22:10:00 hs GV355

criado por theorodri    19:08 — Arquivado em: Sem categoria

Raindrops Keep Fallin’ on My Head

Faleceu ontem, aos 83 anos um dos maiores atores de todos os tempos: Paul Newman. Paul, para quem não se lembra, era o Butch, do clássico "Butch Cassidy and the Sundance Kid" .

Imagino que para vocês esse também é o maior filme de todos os tempos (junto com " A Primeira Noite de um Homem", com o Dustin Hoffman).

Aliás, por coincidência, a atriz mais bonita de todos os tempos, a Katharine Ross, é a protagonista destes dois filmes…fica a tristeza pela morte do ator e a dica destes dois filmes, para quem ainda não conhece.

Outra dica é ouvir "Raindrops Keep Fallin’ on My Head", canção que embala a romântica cena de Paul Newman e Katharine Ross andando de bicicleta pelo campo…

criado por theorodri    1:03 — Arquivado em: Sem categoria

7/7/08

Eleições municipais do Rio de Janeiro.

A última pesquisa Datafolha, realizada no dia 3 de julho de 2008 confirma mais uma vez o que pesquisas anteriores apontavam. O segundo turno da eleição municipal do Rio de Janeiro será mesmo entre o candidato do PRB, Marcelo Crivella, com 26% das intenções de voto e Jandira Feghali do PCdoB, com 17% das intenções de voto.

Os demais citados na pesquisa atual são Solange Amaral (DEM), com 10%, Eduardo Paes (PMDB) com 9%, e Fernando Gabeira (PV) com 7%. Chico Alencar (PSOL) e Alessandro Molon (PT) obtêm 3% das menções cada, Paulo Ramos (PDT) e Eduardo Serra (PCB) atingem 1%. Pretendem votar em branco, nulo ou nenhum 11% dos entrevistados, enquanto 10% mostram-se ainda indecisos.

Em relação à rejeição dos candidatos, depois de Marcelo Crivella que possui 29% de rejeição, segue-se Solange Amaral (19%), Fernando Gabeira (16%), Jandira Feghali e Eduardo Paes (13% de rejeição, cada), Chico Alencar (11%) e Paulo Ramos (10%).

Como mostra a pesquisa o bloco da direita ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos anos em nossa cidade se encontra embolado nestas eleições com Solange Amaral, Gabeira e Eduardo Paes disputando voto a voto quem tem mais condições de ir ao segundo turno. Já a esquerda, apesar da pulverização causada pelo PDT e PT, conseguiu manter a união entre PCdoB e PSB na candidatura de Jandira Feghali, hoje, o nome mais viável da esquerda carioca.

criado por theorodri    15:07 — Arquivado em: Sem categoria

10/6/08

CULTIVO UNA ROSA BLANCA

Do poeta e revolucionário cubano, Jose Marti (1853 - 1895)

CULTIVO UNA ROSA BLANCA

Cultivo una rosa blanca,

en julio como en enero,

para el amigo sincero

que me da su mano franca.

Y para el cruel que me arranca

el corazón con que vivo,

cardo ni ortiga cultivo:

cultivo una rosa blanca.

criado por theorodri    16:56 — Arquivado em: Sem categoria
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